Serviços de Saúde: Novos Tempos, Novos desafios

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Se o fim for comum, podemos evoluir os meios. Diante desta afirmação nós gestores de serviços de saúde nos dispomos cotidianamente a buscar a evolução nos mais diversos setores envolvidos com o nosso segmento. E um dos setores que cada dia ganha mais a nossa atenção é a educação.

Precisamos proporcionar o encontro de jovens com este essencial mercado de trabalho e de incalculáveis realizações e para que isso ocorra é necessário entender como essa geração funciona e a tarefa pode parecer não ser tão fácil.

É bem verdade que a juventude atual, ou melhor, a geração do momento, possui hábitos diferentes de outras épocas. Lembro que recentemente, a CIC de Caxias do Sul promoveu uma reunião almoço com o conceituado psiquiatra Dr. Eduardo Sassi que ao falar das gerações x, y e z lembrou que ideogramas encontrados nas paredes das cavernas já davam conta de uma próxima geração com novos comportamentos.

Desta forma não é nenhuma novidade que as gerações evoluam trazendo novas formas de ver, conduzir e de se satisfazer com resultados obtidos.

Diante da geração y dos nascidos a partir da metade dos anos 80 que é movida por mais desafios, crescimento proporcional e o rápido acesso a informação, no ambiente da saúde temos que fazer a nossa parte, se preocupando para que estes futuros profissionais não se apresentem ao mercado formados pela superficialidade inerente a esta realidade.

É necessário comunicarmos ou de forma mais atual, “compartilharmos” o cenário que vivemos expondo a profundidade esperada para atender as necessidades dos pacientes.

Uma característica muito marcante dessa geração é o valor da satisfação e o nosso papel como gestores é compreender o que eles procuram: um lugar onde possam ganhar destaque, descobrir a si mesmo, desenvolver as suas competências e receber uma remuneração proporcional.

Compreender essa realidade significa deixar claro a todos a importância de abandonar o método da cenoura em uma vara de pescar da mesma forma significa compreender que precisamos mais do que nunca compartilhar de todas as formas que sem responsabilidade não existe resultado significativo.

(Texto publicado na Revista Informações & Negócios – Edição 167 – Ano 23 – Julho/Agosto 2014)